quinta-feira, 19 de março de 2009

Silêncio

É isso que resta,
depois de palavras.
Como um cobertor
que não esquenta.

Sentir o frio queimando
numa pele que não sente
quase mais nada.
Um corpo calejado.

Como um tapa na cara,
tudo volta, e dói.
E como dói.
Vontade de gritar.
O brilho não existe mais,
a graça acabou, o mundo
todo sabe disso.
E não há mais esperança.
É proibido mostrar-se
por inteiro.
É permitido viver,
cada uma à sua maneira

segunda-feira, 2 de março de 2009

Amor Silenciado

É assim, a conclusão
O que era grande
Agora está recluso
na lembrança.

O tempo se foi,
o meu e o seu.
Agora não é mais
A nossa vez.

A felicidade se desfez,
Tornou-se amarga
E esquecida numa gaveta.
Que um dia, quem sabe
Irá se abrir de novo.

-Quem sabe.

domingo, 1 de março de 2009

À Flor da Pele

O choro entala na garganta.
As palavras não se traduzem na voz.
As mãos tremem e nada alcançam.
Os pés gelados já não me incomodam.
A angústia predomina tudo.
Por quê? O que eu preciso,
é conseguir respirar.